COMO TER MOTIVAÇÃO?


Em meu último  texto citei a sensação de não merecimento que muitas vezes sentimos com aquilo que ganhamos ou recebemos em nossas vidas. 

Hoje gostaria de falar sobre outro inimigo de não cumprir o combinado: a motivação.

Não sei se vocês já tentaram se olhar no espelho e dizer: “vou emagrecer, vou emagrecer”, e aí, milagrosamente 2 dias depois vocês amanhecem 3 quilos mais magros. 

Eu já tentei utilizar de ferramentas de pensamento positivo apenas para entender que de fato o pensamento positivo funciona, embora não dessa maneira. Logo, não emagreci assim.

A nossa motivação vem de mecanismos natos cerebrais que nos levam a buscar mecanismos de recompensa. 

Apenas repetir palavras positivas não traz uma recompensa forte o suficiente.

O livro de Timothy Gallway: “O jogo interior do tênis: O guia clássico para o lado mental da excelência no desempenho” descreve como nosso cérebro não distingue o que achamos que é real do que de fato é real. 

No livro é citado que jogadores de tênis que ficam assistindo jogos de tênis como se estivessem treinando conseguem resultados interessantes semelhantes aos que estão fisicamente treinando e que isso é uma das técnicas para o sucesso.

Essa é a base para a criação de técnicas meditativas usadas pelos coaches chamadas de ensaios mentais

Nessa técnica o coach faz com que seu cliente feche os olhos e reviva uma situação traumática ou de futuro incerto, projetando dificuldades ou um resumo positivo. 

Isso faz com que o coachee (cliente do coach) consiga se preparar para responder melhor para a situação adiante que estava com medo ou inseguro de como reagir.

Com isso nosso cérebro toma como motivação aquilo que ele sente que é real e nos afeta no presente. Apenas algumas vias se enquadram em motivações natas do presente, ou seja aquelas que não precisamos fazer força para querer, e essas motivações funcionam para:

-Sexo;

-Dormir;

-Ganhar dinheiro;

-Ajudar os outros,

-Se divertir;

-Comer.

Essas atitudes ativam facilmente o sistema de recompensa do cérebro e nos lançam nas atividades, já as outras atividades que não nos dão recompensa imediata colocamos no futuro ao dizer: “ na segunda-feira início” e ao fazer isso dizemos ao nosso cérebro que não é importante para fazer no presente logo, podemos deixar para o futuro. 

O problema disso é que o futuro nunca chega e pode ser postergado eternamente em nosso cérebro. 

Se a segunda-feira é de fato o pior dia para se iniciar as coisas por uma causa mística, ou se o ser humano é um procrastinador nato, não sei, porém existe uma correlação clara entre segunda-feira e os projetos não iniciados. 

Por esse motivo, acho importante evitar segundas-feiras para nossos inícios de projetos.

Voltando a linha de raciocínio original, existe apenas uma forma de iniciar algo e essa é, não pensar.

Idealmente precisamos planejar o que iremos fazer e simplesmente começar uma vez que o plano esteja feito, tomando sempre cuidado para não cair em armadilhas mentais como o perfeccionismo ou achar que não estamos prontos ou merecemos. Simplesmente inicie!

Se ao desligar o despertador precisarmos pensar se precisamos mesmo acordar naquele horário, é um fato que não acordaremos.

Ao mesmo tempo, se tivermos certeza de um problema de saúde não demoramos para ir ao hospital, simplesmente vamos, ou seja nosso cérebro e nós sabemos quando algo é realmente importante.

O que de fato acontece é que se pararmos para pensar no momento de agir, nossa mente entra em ambiguidade, ou seja em indecisão. 

De um lado temos aquilo que planejamos e faz sentido para nossa vida e do outro um prazer ou linha de motivação nata do cérebro. Que se tornam uma batalha quase impossível de ganhar entre um prazer com urgência no presente e uma obrigação que pode ser postergada.

Para vencer essa batalha precisamos nos utilizar de estratégias. 

Para isso gosto de pensar no filósofo chinês Sun Tzu do livro A Arte da Guerra:

“Se você conhece o inimigo e conhece a si mesmo, não precisa temer o resultado de cem batalhas. Se você se conhece mas não conhece o inimigo, para cada vitória ganha sofrerá também uma derrota. Se você não conhece nem o inimigo nem a si mesmo, perderá todas as batalhas…”

Precisamos nos conhecer e conhecer os nossos inimigos interiores que nos fazem não agir na hora certa. Criar estratégias para fazer como por exemplo deixar a roupa de exercício pronta antes de dormir e o despertador longe, pois quando acordamos fica mais fácil sair e se exercitar.

O segredo consiste em potencializar nas atividades, o prazer, evitar a dor e economizar energia é disso que nosso cérebro gosta. 

Qualquer coisa que fizermos que não se enquadrar nessas 3 categorias serão um desafio para o cérebro.

Logo:

Evitar as ambiguidades com o “fazer e pronto” para economizar energia;

Aumentar o prazer nas atividades e;

Buscar evitar dores desnecessárias, é fundamental para conseguir fazer o que se compromete.

Usei algumas dessas técnicas para escrever esse texto hoje, senão provavelmente ele ficaria para segunda-feira.

 

Boa semana a todos,

COMO AUMENTAR A FELICIDADE? 2

Leonardo Prevot

Sócio Diretor da Escola Brasileira de Etiqueta