O QUE FAZ UMA VIDA BOA? 3 LIÇÕES DO ESTUDO DE HARVARD 1

O QUE FAZ UMA VIDA BOA? 3 LIÇÕES DO ESTUDO DE HARVARD


Como muitos de nossos leitores já sabem, eu e a Patrícia nos comprometemos a trazer um conteúdo de reflexão e autodesenvolvimento para todos e também, eventualmente, as novidades que estamos lançando na escola. Essa newsletter é uma das melhores maneiras de estar conectado ao conteúdo da Escola Brasileira de Etiqueta de maneira gratuita.

Hoje gostaria de falar um pouco sobre o que faz termos uma vida boa. O leitor pode estar se questionando qual a minha definição para “boa”. Neste caso gostaria de me ater ao significado simplista de boa. Desde quando comemos uma boa refeição ou quando dizemos que tivemos um bom final de semana. Vamos apenas definir boa, como saudável, interessante para nós, prazerosa. Diferente de ruim, algo que não foi nada agradável ou não saudável.

Acredito que todos nós queremos uma vida boa, mesmo os mais ambiciosos de nós. Para falar disso com mais propriedade trago o TED talk de Robert Waldiger (link) What makes a good life? Lessons from the longest study of happiness ou O que faz uma vida boa? Lições sobre o maior estudo sobre a felicidade, com minha própria tradução livre. Neste TED talk o psiquiatra Robert, diretor do estudo de 75 anos sobre desenvolvimento adulto de Harvard, diz quais são as lições aprendidas sobre a felicidade.

Em seu estudo, os pesquisadores começaram a coletar dados de meninos dos bairros mais pobres da periferia de Boston nos Estados Unidos nos anos 30-40 e acompanharam suas vidas até idade avançada e eventual óbito. E com isso tentaram prever quem iria ser mais saudável no final da vida e mais feliz. O estudo ainda continua ativo com novas pessoas adicionadas à pesquisa. Robert é o terceiro diretor do programa. As conclusões dos estudos são muito interessantes.

Foi observado que os meninos ou homens que viveram mais em idade avançada e com menos problemas de saúde eram aqueles que cultivaram bons relacionamentos ao longo da vida. Logo a conclusão dos pesquisadores é uma só: Bons relacionamentos nos mantém mais felizes e saudáveis por mais tempo. Quando poderíamos imaginar que são nossos relacionamentos e não nossos níveis de colesterol (exemplo usado pelo próprio psiquiatra) que nos dariam mais longevidade e saúde. 

Dessa conclusão ele retira 3 poderosas lições:

  • As conexões sociais nos deixam mais felizes, mais saudáveis e nos fazem viver mais;
  • não tem a ver com ter muitos amigos, mas sim com a qualidade das relações, nesse caso poucos mas bons;
  • boas relações protegem nossos cérebros. Memórias se mantêm ativas por mais tempo. Isso não tem a ver com casais ou amigos que não brigam, mas de sentir que estão em uma boa relação mesmo com os conflitos.

O estudo também concluiu que o oposto também é verdadeiro: a solidão prolongada não é muito benéfica para nossa saúde. Acho sempre incrível descobrir como saber nos relacionar vai produzir efeitos de longo prazo em nossa saúde e nossa vida. Com o desenvolvimento da tecnologia, podemos nos conectar com as pessoas que amamos de maneira muito mais fácil.

Para desenvolver essa área podemos, hoje mesmo, desenvolver habilidades para nos auxiliar a construir uma vida mais saudável.

E o que é etiqueta senão tentar constantemente se relacionar de maneira melhor com as pessoas?

A etiqueta como forma de autodesenvolvimento, nos proporciona a reflexão para atingir exatamente o observado em uma vida boa em Harvard.

Com nossos programas é possível desenvolver as habilidades sociais e técnicas para relacionar melhor e em um longo prazo.

 

Excelente semana a todos,

COMO AUMENTAR A FELICIDADE? 2

Leonardo Bianco Prevot
Sócio Escola Brasileira de Etiqueta