Vivendo a Arte 3

Vivendo a Arte


Começo refletindo sobre uma das grandes fixações nossas aqui da Escola Brasileira de Etiqueta. Sendo uma escola de desenvolvimento humano, nosso foco é tomar consciência das dinâmicas da vida para tomar decisões mais saudáveis.

A base da ciência filosoficamente se estabelece através de observar a natureza e sua dinâmica, e através do isolamento de algumas variáveis entender as leis que nos regem.

Foi assim que nossos antepassados descobriram que, ao atritar duas pedras gerariam fogo e que, ao colocarmos uma semente no solo, esta brotaria.

De uma maneira diferente, porém não menos importante, as artes se estabelecem por proporcionar uma visão diferenciada por um fenômeno que já pensávamos conhecer.

A arte surge da consciência humana como uma busca pelo belo. Em olhar os fenômenos que já conhecemos por uma outra perspectiva em busca de uma beleza antes oculta, saindo da visão funcional da vida.

O quadro “O grito” do norueguês Edvard Munch, 1893 do movimento expressionista por exemplo, apresenta um homem em uma ponte com as mãos na cabeça e olhos e bocas abertas, veja abaixo:

 

Autor: Edvard Munch Data 1893
Técnica: Óleo sobre tela,
Têmpera e Pastel sobre cartão
Dimensões: 91 centímetro x 73,5 centímetro
Localização: Galeria Nacional
Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/O_Grito

 

Se utilizarmos nossa intuição percebemos que o homem aparenta estar em desespero. Claro que isso é apenas uma interpretação da obra e claro que não há nada factual, empírico que nos leve a achar que ele está em desespero de fato.

O filhinho de um amigo meu de 6 anos, ao olhar este quadro me perguntou se esse homem havia esquecido algo no forno que nem sua mãe havia feito e apresentado a mesma expressão.

Pela visão da arte não há nada que comprove que o grito é de desespero de vida, ou se é de desespero por ter esquecido o suflê de cenoura no forno.

Nosso estado emocional e de espírito influi em como percebemos e reagimos à vida. Logo, um estado mental e emocional mais equilibrado nos leva a perceber a vida de uma forma diferente do que quando estamos tristes.

Pessoalmente, acho sempre que vejo um quadro aprendo algo novo, de acordo com meu estado emocional.

Uma nova beleza que a natureza me mostra.

Da mesma maneira na vida os acontecimentos tendem a ser interpretados diferentemente de acordo com nossas emoções e geram reações que moldam nossa vida atual.

Recomendo a todos na próxima vez que entrarem em estado contemplativo ao olhar qualquer coisa em suas vidas, que tomem um momento para apreciar qual a beleza escondida que a natureza tem a mostrar.

 

 

Vivendo a Arte

Leonardo Bianco Prevot 

Sócio da Escola Brasileira de Etiqueta (The British School of Etiquette Brazil)